Empregados na Índia e Colômbia têm maior número de feriados

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Empregados na Índia e Colômbia se beneficiam do maior número de feriados do mundo, enquanto que os mexicanos têm acesso ao menor, de acordo com os dados da Worldwide Benefit and Employment Guidelines da Mercer. O relatório é utilizado por diretores de RH de empresas multinacionais para ajudar a definir as políticas de benefícios dos empregados nos países ondem operam. Ele fornece uma visão geral das práticas de benefícios mandatórios e privados, normas legais e condições empregatícias nas 64 principais economias. Os dados também mostram que os empregados do Reino Unido recebem o segundo menor subsídio de feriados e têm direito a apenas oito dias por ano.

Ellyn Karetnick, Líder da Prática de Mobilidade Global da Mercer no Reino Unido, comentou: “Ter a informação sobre as práticas de feriados públicos e das empresas é importante para aqueles que lidam com expatriação de empregados. Mudar empregados para o exterior é essencial para ajudar as empresas a desenvolverem mercados locais. Se os benefícios – como tempo de férias – que um empregado possuía em seu país de origem não são comparáveis aos do novo local, isso poderá, então, impedir o empregado de aceitar o novo posto. O negócio irá sofrer.”

“O número de feriados é flexível, então os dados realmente mudam ano-a-ano; os países geralmente têm feriados a cada quatro anos ou pontuais para eventos culturais ou religiosos específicos, e alguns países deixam as decisões finais para os governos locais. Os dados enfatizam as complexidades envolvidas – apenas nesta pequena área de benefícios – para aqueles que gerenciam uma força de trabalho globalmente móvel. Para que a liderança de RH aplique a política e tome as decisões mais eficientes em nome da empresa e de seus expatriados, avaliação precisa e oportuna das práticas é vital.”
Europa, Oriente Médio e África (EMEA)
A Finlândia tem a oferta mais generosa de feriados (15) na Europa, seguida pela Espanha (14), enquanto que Hungria, Reino Unido e Holanda têm a menor (8).

A Áustria tem 12 dias de feriados enquanto que a Suécia, Itália, França e Dinamarca fornecem 11 feriados aos empregados. Bélgica, Luxemburgo, Noruega e Portugal todos têm dez. A Alemanha tipicamente celebra nove feriados, mas isso varia entre os estados (Bundeslӓnder), então alguns empregados podem ter até 13. Curiosamente, Noruega e Suécia não contam a véspera de Natal e a véspera de Ano Novo como feriados, apesar de serem tratados como tais pelos empregadores.

Na Europa Central e Oriental (CEE), o Governo turco determina o maior número de feriados (14.5), seguido pela Rússia (14) e Eslováquia (13). A República Tcheca e a Lituânia têm ambas 12 feriados, seguidas pela Croácia (11), Polônia e Ucrânia (10) e Sérvia e Romênia (9).

“Um subsídio menor de férias legais fornecidas aos locais geralmente é compensado por uma provisão mais substancial de feriados e vice-versa, por exemplo, as Filipinas têm direito a um mínimo de 5 dias de férias legais, mas 14 dias de feriados,” disse Karetnick. “Os países querem atrair investimentos, mostrando que possuem uma força de trabalho produtiva e disponível. Portugal, por exemplo, tomou a drástica medida de suspender quatro dos feriados do país numa tentativa de aumentar a produtividade e enviar uma mensagem a possíveis investidores.”

No Oriente Médio e África (MEA), os Emirados Árabes Unidos são o país menos generoso com nove feriados. Por outro lado, Marrocos tem um subsídio muito maior, com 14 feriados.

Américas
Na América do Norte, o Canadá fornece o maior número de feriados (11), apesar de variar por província. O Governo dos Estados Unidos fornece 10 feriados federais; contudo, as empresas privadas não são obrigadas a permitir que seus empregados tirem esses dias de folga.

A América Latina possui a provisão mais alta e mais baixa de feriados do que qualquer outro país pesquisado. A Colômbia tem o número mais generoso de feriados (18), enquanto que o México tem o menor (7). Argentina e Chile têm 15 feriados e o Brasil oferece 12.

Ásia Pacífico
Os empregados na Índia têm (junto com a Colômbia) a provisão mais alta de feriados do mundo (18). Austrália e Nova Zelândia ditam menos feriados do que a média da região com nove e 11 respectivamente. Tailândia e Coréia do Sul oferecem 16 feriados, seguidas pelo Japão (15), Indonésia, Malásia e Filipinas (todos 14). Paquistão (13) é seguido por Hong Kong e Taiwan (12 cada). Vietnã (10) tem o número mais baixo de feriados da região, abaixo da China e Cingapura com 11 cada.

São Paulo e Rio lideram ranking de custo de vida

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Mesmo com o efeito das flutuações cambiais, a variação cambial do BRL com relação ao USD foi de 20,85%, quando comparadas as taxas utilizadas como referência nas pesquisas de março de 2013 e 2014**, as cidades de São Paulo e Rio de Janeiro lideram o topo do ranking da América Latina do levantamento sobre o custo de vida nas principais cidades do mundo. Em seguida, destacam-se Pointe a Pitre (Guadalupe), Buenos Aires (Argentina) e Santiago (Chile) em terceira, quarta e quinta posição respectivamente. O aumento médio nos valores de aluguel de um apartamento sem mobília com 2, 3 e 4 quartos em São Paulo, por exemplo, foi de 4% enquanto no Rio de Janeiro foi de 8,5%.*

Além dos elementos já mencionados que influenciaram a queda das cidades brasileiras no ranking deste ano, podemos destacar que a categoria da cesta de produtos e serviços da Mercer que sofreu maior variação com relação ao resultado da pesquisa do ano passado foi ‘suprimentos domésticos’, diz a consultora de Remuneração e Global Mobility da Merce, Karla Costa, onde observamos uma diminuição destes índices na comparação com Nova York. Já a categoria de ‘serviços domésticos’ apresentou a menor variação quando comparadas as relatividades entre Nova York e as cidades brasileiras de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília.

Metodologia:

A pesquisa de custo de vida desenvolvida pela Mercer considera utilização de uma cesta única de bens de consumo e serviços para comparar e mensurar as diferenças entre as cidades base e destino. São consideradas dez categorias na pesquisa, a saber: Comida em Casa, Álcool e Fumo, Suprimentos Domésticos, Higiene Pessoal e Saúde, Vestuário e Calçados, Serviços Domésticos, Utilidades, Comida fora de Casa, Transporte e Esportes e Lazer, cada uma com seu respectivo peso definido pela metodologia.

Os elementos que podem impulsionar a subida ou queda de uma cidade no ranking são: flutuação cambial, movimentações nos preços da cesta de produtos e serviços da Mercer (diminuição ou aumento dos preços em determinada cidade) e movimentação das demais cidades no ranking.

*Considerando a média dos valores praticados em todas as tabelas para apartamentos sem mobília de 2, 3 e 4 quartos.

**Para efeitos de pesquisa, 1 USD em 2013 era BRL 1,974655 e 1 USD em 2014 foi BRL 2,386450

Brasil perde três posições no ranking mundial de competitividade

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Pelo quarto ano consecutivo, o Brasil perdeu espaço no cenário competitivo internacional. Divulgado hoje pelo International Institute for Management Development, IMD, e pela Fundação Dom Cabral, o Índice de Competitividade Mundial 2014 (World Competitiveness Yearbook – WCY) aponta que o Brasil caiu três posições em relação a 2013, ocupando o 54º lugar no ranking geral composto por 60 países. O Brasil está à frente apenas de Eslovênia, Bulgária, Grécia, Argentina, Croácia e Venezuela – a última colocada.

Considerado o mais renomado e abrangente guia sobre competitividade do mercado mundial, o World Competitiveness Yearbook, publicado anualmente desde 1989, avalia as condições de competitividade de 60 países a partir da análise de dados estatísticos nacionais e internacionais e de uma ampla pesquisa de opinião realizada com quatro mil executivos. No Brasil, a instituição escolhida pelo IMD para realizar a pesquisa e a coleta de dados do estudo foi a Fundação Dom Cabral.

De acordo com a edição de 2014, estão no topo da lista das economias mais competitivas do mundo os Estados Unidos, Suíça e Cingapura. Os EUA permanecem no primeiro lugar, refletindo a força de sua economia, além de números empregatícios superiores e o alto desempenho em tecnologia e infraestrutura. 

10 economias mais competitivas – World Competitiveness Yearbook 2014

País Posição 2014 Posição 2013 Movimento
Estados Unidos 1 1 0
Suíça 2 2 0
Cingapura 3 5 +2
Hong Kong 4 3 -1
Suécia 5 4 -1
Alemanha 6 9 +3
Canadá 7 7 0
Emirados Árabes 8 8 0
Dinamarca 9 12 +3
Noruega 10 6 -4

 

10 economias menos competitivas – World Competitiveness Yearbook 2014

País Posição 2014 Posição 2013 Movimento
Colômbia 51 48 -3
África do Sul 52 53 +1
Jordânia 53 56 +3
Brasil 54 51 -3
Eslovênia 55 52 -3
Bulgária 56 57 +1
Grécia 57 54 -3
Argentina 58 59 +1
Croácia 59 58 -1
Venezuela 60 60 0

 

“Um olhar geral sobre o panorama de competitividade em 2014 aponta o sucesso contínuo dos Estados Unidos, uma recuperação parcial na Europa e desafios para alguns dos grandes mercados emergentes”, considera o professor Arturo Bris, diretor do Centro de Competitividade do IMD. A maioria dos grandes mercados emergentes deslizou no ranking devido ao lento crescimento econômico apoiado no baixo investimento estrangeiro, além de uma infraestrutura inadequada. A China (23º) cai, em parte, devido a preocupações sobre seu ambiente de negócios, enquanto a Índia (44º) e Brasil (54º) sofrem com mercados de trabalho ineficientes e ineficazes na gestão de negócios. Turquia (40º), México (41º), Filipinas (42º) e Peru (50º) também caem.

Brasil: 16 posições perdidas em 4 anos

Este é o quarto ano consecutivo em que o Brasil cai no ranking: em 2010, ocupava o 38º lugar. No ano seguinte caiu para a 44ª posição e, em 2012, desceu à 46ª colocação. Na edição 2013, o Brasil caiu cinco posições, para o 51º lugar, e em 2014 desceu mais três posições, no 54º lugar.

O índice que permite aos pesquisadores definir posições no ranking é criado a partir da análise comparativa de cada uma das mais de 300 variáveis pesquisadas e a distância em relação ao país mais competitivo do relatório. Em 2014, o Brasil obteve 46,778 pontos (ou seja, 53,222 pontos a menos que o país líder, os EUA); em 2013, havia obtido 52,996 pontos. “Esses números indicam que a perda de competitividade do Brasil neste ano não é apenas relativa, mas também absoluta, e que a distância do país em relação ao líder vem crescendo com o tempo”, destaca o professor da Fundação Dom Cabral, Carlos Arruda, responsável pela coleta e análise dos dados do ranking relacionados ao Brasil.

O Brasil no World Competitiveness Yearbook

Ano 2014 2013 2012 2011 2010 2009
Índice 46,778 53,222 56,524 61,043 56,531 56,865
Posição 54 51 46 44 38 40

 

A metodologia aplicada na mensuração dos resultados utiliza dois grupos de indicadores, que são divididos em quatro pilares competitivos: Performance Econômica, Eficiência do Governo, Eficiência dos Negócios e Infraestrutura. Os indicadores econômicos dizem respeito ao ano anterior ao lançamento do relatório, neste caso, ao de 2013. Já os indicadores provenientes da pesquisa de opinião com executivos, aplicada nos países, permitem identificar como a competitividade é percebida pelos empresários e se aproximam da realidade do ano em que a pesquisa é lançada, neste caso, o de 2014.

Desempenho da economia brasileira

Este fator analisa o ambiente econômico brasileiro. Ele indica que a competitividade da economia do país está sendo impactada pelo aumento significativo de preços (54ª posição) e pela baixa participação do Brasil no comércio internacional (59ª posição). “É fruto do declínio das exportações para mercados tradicionais como Argentina, União Europeia e Estados Unidos, e do aumento das importações de produtos industriais provenientes principalmente da China e de outros países asiáticos”, avalia Carlos Arruda. O Brasil ocupa este ano a última posição no indicador ‘Taxa de Comércio Internacional pelo PIB’: 13,67% contra 54,88% (média dos países analisados); e a penúltima posição no indicador ‘Exportação de Produtos pelo PIB’: 10,79% contra 42,77% (média dos países). Favorável ao Brasil, o tamanho da sua economia continua entre as maiores do mundo. Apesar da queda relativa em 2014, o tamanho da economia doméstica (7ª posição no indicador Consumo das Famílias), a atração de investimentos diretos (7ª posição) e o emprego (6ª posição) são dados de destaque para o Brasil. Estes resultados positivos são significativos, mas, sozinhos, já não sustentam o crescimento do sétimo maior PIB do mundo.

Experiência vale mais que formação

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Um estudo desenvolvido pela Randstad Global em 32 países, incluindo o Brasil, mostra que para a grande maioria dos profissionais a experiência profissional é fator mais relevante para se conseguir um novo emprego do que a formação acadêmica. Para 81% dos pesquisados no relatório trimestral Randstad Workmonitor, a experiência conta mais do que educação na hora de buscar uma nova posição no mercado. Esse dado é mais expressivo em países, como a China (92%), Índia e Reino Unido (ambos 91%).

O conceito também se aplica aos jovens, porém em menor extensão: 69% acreditam que a experiência é mais importante para os funcionários mais novos. As exceções são Dinamarca e Noruega, onde metade dos empregados não estão convencidos de que experiência pese mais que a formação. Ao mesmo tempo, funcionários da China (90%), Turquia (85%) e Reino Unido (82%) endossam a afirmação de que para os jovens, experiência é mais importante do que a educação.

Encontrar um emprego: mais difícil para o mais novo ou o mais velho? Ou para ambos?

Quase dois terços dos entrevistados acreditam que é mais difícil para os jovens com menos de 25 anos encontrar um emprego adequado.  À medida que os funcionários concordam com esta afirmação, percebe-se que suas opiniões correlacionam-se com a difícil situação econômica de seu país: a Grécia recebeu a classificação mais elevada (91%), seguido por Itália e Espanha (ambos 89%), enquanto Cingapura (44%), Alemanha (50%) e Noruega (51%) concordaram minimamente com a afirmação.

Para os trabalhadores mais velhos, parece ser ainda mais difícil encontrar um emprego do que para os mais jovens: quase nove em cada dez funcionários em todo o mundo acreditam que é muito difícil para este grupo. Esta pontuação é especialmente elevada na República Checa (97%), Grécia e Hungria (ambos 96%). Os países com as menores taxas na pesquisa, porém ainda razoavelmente elevadas, são a Noruega (76%) e Índia (79%)